Frente Parlamentar Estadual da Coleta Seletiva
Coordenação: Deputado João Antonio (PT)
Assembléia Legislativa de São Paulo
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Dica de Lazer e Educação Ambiental
Apesar de ser terça-feira, um boa dica para quem quer conhecer melhor as plantas nativas da mata atlântica, lembrando que resta muito pouco dela, Jardim Botânico.
Bem perto do Zoológico, e do Simba Safári o Jardim Botânico de São Paulo . São 360 mil metros quadrados para visitação em meio a uma reserva ecológica com vegetação remanescente da Mata Atlântica. Administrado pelo Instituto de Botânica, o Jardim é uma grande oportunidade para conhecer a diversidade de plantas do mundo todo.
Área de preservação ambiental de importantes espécies de fauna e da flora, o Jardim Botânico oferece varias opções para os visitantes, como trilha da nascente do Riacho do Ipiranga, estufas, o museu botânico, o túnel de bambu, entre outros. O local também disponibiliza visitas monitoradas para professores e alunos, com informações sobre espécies nativas da Mata Atlântica, plantas ameaçadas de extinção, recursos hídricos e plantas que podem ser úteis para a saúde.
Bem perto do Zoológico, e do Simba Safári o Jardim Botânico de São Paulo . São 360 mil metros quadrados para visitação em meio a uma reserva ecológica com vegetação remanescente da Mata Atlântica. Administrado pelo Instituto de Botânica, o Jardim é uma grande oportunidade para conhecer a diversidade de plantas do mundo todo.
Área de preservação ambiental de importantes espécies de fauna e da flora, o Jardim Botânico oferece varias opções para os visitantes, como trilha da nascente do Riacho do Ipiranga, estufas, o museu botânico, o túnel de bambu, entre outros. O local também disponibiliza visitas monitoradas para professores e alunos, com informações sobre espécies nativas da Mata Atlântica, plantas ameaçadas de extinção, recursos hídricos e plantas que podem ser úteis para a saúde.
A importância da reciclagem
Junto com o aumento da população mundial e com o crescimento
da indústria, aumenta também a quantia de resíduos orgânicos e inorgânicos na
sociedade. Devido a grande quantia de lixo, reciclar se torna uma atitude cada
vez mais importante para a manutenção da saúde do planeta e das pessoas.Reciclagem é o nome dado ao processo de reaproveitamento de objetos usados para confecção de novos produtos.
O processo de reciclarem gera riquezas, já que algumas empresas usam o procedimento como uma forma de reduzir os custos e também contribui para a preservação do ambiente. Os materiais mais reciclados são o papel, o plástico, o vidro e o alumínio. A coleta seletiva do lixo e a reciclagem são cada vez mais conhecidas em todo o mundo, uma vez que a reciclagem auxilia a redução da poluição do solo, do ar e da água.
A reciclagem também surge como uma solução para o desemprego no cenário socioeconômico, uma vez que muitos desempregados encontram neste setor uma forma de sustentar suas famílias. No Brasil, existem em grande número de cooperativas de catadores de alumínio e de papel.
O alumínio pode ser reaproveitado totalmente. Ele é derretido e retorna para as linhas de produção das empresas fabricantes de embalagens.
Como as cidades com grande crescimento da população não tem locais para instalar seus depósitos de lixo, a reciclagem é uma solução economicamente viável. Em muitos locais públicos, existem latas disponíveis para realização da coleta seletiva, faltando apenas à conscientização de algumas pessoas para que o processo deslanche de vez.
Na zona rural, ocorre à reciclagem do chamado lixo orgânico que seriam restos de alimentos. Esses “restos” são utilizados para fabricação de adubo orgânico que é utilizado para preparar o solo das plantações.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Cidade dos sonhos
Arquitetos e ambientalistas lançam mão da alta tecnologia para criar as cidades do futuro - 100% sustentáveis, com um elevado índice de qualidade de vida e o nostálgico apelo de retorno às origens
Há algo de verde no reino das megalópoles. Absolutamente convencidos de que o prazo
de validade dos recursos naturais se encontra bem próximo do fim, as grandes potências
estão se unindo para construir um mundo melhor. E os projetos que até há pouco tempo eram considerados meras curiosidades criadas por visionários começam a ser levados a sério. É o que vem acontecendo em países como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, China e Emirados Árabes.
A criação de megacidades sustentáveis e a busca de soluções criativas e viáveis para o problema foi a razão de ser da 7ª Conferência Internacional de Ecocidades, realizada em abril, em São Francisco, nos Estados Unidos. Organizada pelos cerca de 100 membros da Ecology Bilders, o objetivo foi abrir os olhos do mundo para um fato simples e preocupante que a maior parte das pessoas ignora ou evita encarar: neste exato momento, praticamente ninguém – por mais dinheiro ou poder que tenha – está morando e vivendo bem.
Responsável pela conferência, o arquiteto norte-americano Richard Register, que desde 1974 estuda soluções para cidades saudáveis, afi rma que a época dos paliativos já passou. Os “prédios inteligentes”, por exemplo, não são mais sufi cientes. Até porque a maior parte deles está sendo construída no lugar errado, longe do centro, alimentando nossa dependência do automóvel, que ele considera mais de 150 m para encontrar o transporte público sobre trilhos. Completadas as etapas iniciais das obras, Masdar receberá os primeiros moradores em 2009: serão cientistas, técnicos e acadêmicos, que vão testar as novidades e sugerir as correções, se forem necessárias.
Richard Register não precisará esperar mais um ano para identificar o único problema do projeto: o fato de ele ficar nos Emirados Árabes – o que considera um doloroso desperdício de petróleo – e, por suas características muito específicas, não poder ser usado em outros lugares. Ele acha bem mais útil e inspirador de soluções o mapeamento que a Ecology Bilders está fazendo para “reconstruir” a cidade norte-americana de Oakland, tornando-a no futuro um lugar onde os habitantes poderão se locomover confortável e preferencialmente a pé ou de bicicleta. Resumindo: para ele, mais importante do que criar ecocidades é começar a salvar as que já existem.
Ambicioso mesmo é um projeto chinês que fica a 25 km de Xangai. A vila de Dongtan, localizada na ilha fl uvial de Chogming, deverá se tornar a partir de 2010 a primeira cidade ecológica do mundo. Com 86 km2 (mais ou menos o tamanho de Manhattan), tem a assinatura da Arup, uma consultoria inglesa especializada em design e inovação. A idéia é criar até 2050 um paraíso não só para os futuros 500 mil habitantes como também para os pássaros migratórios, que fazem da região um ponto de parada na rota entre a Austrália e a Sibéria. Com os carros, as chaminés também foram banidas.
A energia virá de fontes renováveis, principalmente dos ventos e da biomassa da casca de arroz. Para dispensar elevadores, os prédios terão seis andares e foram planejados de modo a tirar o máximo proveito das condições naturais do clima. Energia solar e sistema de ventilação inteligente permitirão a economia de 66% de energia. A água e 90% dos resíduos sólidos serão reaproveitados. Ao sair de qualquer uma das casas, o morador estará a apenas sete minutos a pé dos transportes públicos e de toda a infra-estrutura urbana. Ou poderá ir de bicicleta – veículos motorizados, só os movidos a combustíveis limpos, como bateria e células de hidrogênio. A maioria dos alimentos também será produzida ali, em fazendas orgânicas, que, com as áreas verdes, ocupam dois terços de sua extensão total.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Cooperativa de catadores é alternativa de renda

Política de gestão de resíduos sólidos prevê incentivos fiscais para cooperativas de catadores, impulsionando o setor de reciclagem e melhorando a renda de trabalhadores
A política de gestão de resíduos sólidos em discussão no Senado prevê incentivos fiscais para cooperativas de catadores e estabelece que os planos municipais devem, prioritariamente, criar projetos em parceria com essas associações. A expectativa é de que a nova legislação impulsione o setor de reciclagem e a atividade dos cerca de 1 milhão de catadores do país.
Criada há dez anos, a cooperativa 100 Dimensão, em Riacho Fundo II, uma das 30 em atividade no Distrito Federal, tem 200 associados e outros 400 em cadastro, aguardando a oportunidade de participar do negócio. No início, eram 27 moradores da localidade, que procuravam uma forma de vencer o desemprego.
No galpão da 100 Dimensão são processadas 120 toneladas de materiais por dia. Cada quilo é vendido para empresas de reciclagem por 50 centavos, em média. Segundo a presidente da cooperativa, Sônia Maria Silva, (boneco 103) a renda dos cooperados varia de 1 a 1,5 salário mínimo. A meta da cooperativa é multiplicar por quatro esse valor, por meio de novas parcerias e aquisição de maquinário de processamento.
– Se a gente tiver uma boa organização, dá muita renda. Se a gente trabalhar direitinho, tem jeito de sair da linha da miséria – afirma.
Sônia reclama da falta de incentivos para as cooperativas e da dupla tributação para a matéria-prima, já que o Imposto sobre Produtos Industrializados é cobrado na origem do produto e também depois, quando ele é reciclado.
A cooperativa tem dois caminhões para coletar os resíduos dos doadores – um shopping center, órgãos públicos e condomínios –, já que em Brasília a coleta seletiva sob a responsabilidade do Serviço de Limpeza Urbana ainda é incipiente. Apenas 8% do lixo gerado na capital são destinados à reciclagem.
Sônia faz uma recomendação básica aos cidadãos interessados em contribuir: separar o lixo seco do lixo molhado, além de destinar a matéria orgânica para compostagem.
A ex-diarista Domingas Jesus Farias, 50 anos, uma das sócias fundadoras da cooperativa (boneco 104), que trabalha na triagem de materiais, conta que teve a vida transformada: "para trabalhar com o lixo, a gente fez uma reciclagem em nossas vidas".
– Isso aqui para mim é divino. É meu paraíso. Tenho uma liberdade que nunca tive. Aqui a gente é dono do próprio negócio, e cada dia eu aprendo mais. É uma coisa maravilhosa, a gente sabe que está trabalhando pelo meio ambiente e está limpando a cidade – afirma.
A renda com a atividade chegou a cerca de R$ 800 por mês, mas nos últimos meses caiu pela metade. A crise financeira internacional teve grande impacto sobre o valor dos resíduos para reciclagem.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que o preço do quilo de plástico de garrafas PET, por exemplo, caiu de R$ 1,20 para R$ 0,35.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
São Paulo tem jeito???
por Yuri Vasconcelos
Quem mora em São Paulo sente na pele o que é viver numa cidade cheia de problemas ambientais: ar muitas vezes irrespirável, enchentes, lixo nas ruas, congestionamento, degradação nos rios, invasão de áreas de mananciais, ausência de espaços verdes. As agressões tanto à natureza quanto aos moradores da cidade parecem não ter fim – e nem solução. Na verdade, as soluções existem. E todas começam no mesmo lugar: numa mudança na forma de encarar os problemas. Em vez de vê-los isoladamente, é preciso descobrir de que maneira eles se relacionam e, então, buscar soluções sistêmicas. Ou seja, para usar uma imagem da medicina, São Paulo precisa passar pelas mãos de um clínico geral antes que os especialistas entrem em ação.
O fantasma das enchentes, por exemplo, é resultado da sujeira nas ruas, da ocupação irregular do solo (principalmente em zonas de mananciais) e da falta de parques. A poluição do ar, por sua vez, é gerada pelos 3,5 milhões de automóveis que circulam diariamente ocupando as ruas da cidade e dando um nó no trânsito. E o rio Tietê está como está porque não param de jogar lixo e esgoto dentro dele. “São Paulo cresceu dentro da lógica da desordem”, diz a urbanista Raquel Rolnick, do Instituto Pólis. Dar um fim em tudo isso é um tremendo desafio. Depende, em grande parte, de governos mais comprometidos com a saúde da cidade e de seus habitantes. Mas depende, também, e sobretudo, de uma mudança na atitude da população frente aos problemas da cidade. Afinal, se São Paulo é como um organismo, tanto a mente quanto o corpo precisam estar afinados. Ou seja: administração e moradores devem estar comprometidos com a qualidade de vida da cidade onde vivem.
Poluição das águas
Mais vergonhoso cartão-postal de São Paulo, o rio Tietê corre como um esgoto a céu aberto pelas entranhas da cidade. A causa são as mais de 1 000 toneladas de esgoto in natura e lixo despejadas dia e noite em seu leito. Algo parecido acontece no rio Pinheiros. Nas represas Billings e Guarapiranga, os principais reservatórios de água da capital, o problema são as favelas e os loteamentos irregulares dos entornos. O quadro é desalentador mas pode ser revertido. O Projeto de Despoluição do Rio Tietê, por exemplo, iniciado em 1992, prevê uma série de obras de saneamento que podem trazer alívio para os mananciais de São Paulo. Se for cumprido tudo o que está programado, em algumas décadas os paulistanos vão poder se refrescar com um banho em suas águas limpas.
Na verdade, a primeira etapa da recuperação foi finalizada em 1999. Cerca de 1,1 bilhão de dólares foram gastos para limpar o caldo denso, escuro e malcheiroso que corria no lugar da água. A rede de esgotos da cidade ganhou 1 780 quilômetros de tubos coletores, o que elevou para 80% o total da população atendida pelo serviço – antes era de 63%. Três novas estações de tratamento (Parque Novo Mundo, Barueri e ABC) foram construídas, fazendo com que 60% do esgoto seja tratado antes de voltar para o rio. Além disso, as 1 250 indústrias mais poluidoras da região metropolitana tiveram que reduzir drasticamente a sujeira jogada no Tietê. O rio Pinheiros também foi contemplado. Um emissário recém-inaugurado beneficiou dois milhões de pessoas e desviou para a Estação de Tratamento de Barueri 84 toneladas que eram lançadas diariamente em seu leito.
Para quem mora na cidade de São Paulo, a melhoria na qualidade ainda não é perceptível. No interior do Estado, porém, a mancha de poluição encolheu mais de 50 quilômetros. Quando a segunda etapa do projeto ficar pronta, em 2004, os avanços finalmente aparecerão aos olhos. O então Tietê terá 2 miligramas de oxigênio por litro – hoje é zero – e já será possível encontrar algumas espécies de peixes nadando no trecho que corta a região metropolitana. O mau cheiro também vai sumir. Para que isso se torne realidade, a rede de coleta de esgotos ganhará 1 000 quilômetros de canos, elevando para 90% a população atendida. Nas indústrias, o índice de tratamento de dejetos subirá para 70% e 290 indústrias terão que reduzir seus níveis de emissão de poluentes. Na parte final do projeto, 100% da água que chega ao Tietê precisará ser tratada. Se tudo der certo, em 30 anos o rio Tietê estará limpo.
Assinar:
Postagens (Atom)

