Frente Parlamentar Estadual da Coleta Seletiva
Coordenação: Deputado João Antonio (PT)
Assembléia Legislativa de São Paulo

segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Vantagens ambientais e econômicas no uso de borracha em asfalto
 por GABRIELA DI GIULIO


Há pelo menos seis anos os brasileiros trafegam por trechos de rodovias que utilizam o chamado asfalto-borracha. Estima-se em mais de 2,5 mil km de estradas cobertas pelo produto em todo o país, uma tecnologia bastante disseminada nos Estados Unidos mas ainda uma novidade por aqui. Para ampliar a pavimentação com borracha nas rodovias brasileiras é preciso investir mais em pesquisas visando, principalmente, o barateamento da tecnologia, que ainda custa 50% a mais que o asfalto comum. Seria preciso, também, maior conscientização sobre a importância da reciclagem de pneus usados e incentivos para isso, principalmente em países como o Brasil, em que o transporte rodoviário é predominante. Anualmente são geradas cerca de 35 milhões de carcaças de pneus e há mais de 100 milhões de pneus abandonados no país que, reciclados, podem ser utilizados na pavimentação das estradas.


O primeiro impacto positivo no uso de borracha em misturas asfálticas está no ambiente, pois a restauração de pavimento com esse tipo de asfalto pode usar até mil pneus por quilômetro, o que reduz o depósito desse material em aterros ou fora deles, diz o pesquisador Luciano Specht, da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí). No entanto, outras vantagens ainda superam o ganho ambiental: aumento da vida útil do pavimento, maior retorno elástico, maior resistência ao envelhecimento precoce por oxidação do cimento asfáltico de petróleo e às intempéries e, ainda, maior resistência às deformações plásticas, evitando, assim, trilhas de rodas indesejáveis. Estas são algumas das qualidades do produto elencadas pelo engenheiro José Roberto Ometto, diretor de engenharia da Concessionária Colinas, empresa que implantou a restauração com esse tipo de asfalto, em regime experimental, em dois trechos das rodovias que administra.


"A Colinas optou por estudar essa tecnologia visando agregar as vantagens do asfalto-borracha ao seu sistema rodoviário", diz Ometto. Para isso, conta com parcerias com a Universidade de São Paulo (USP), e as empresas Falcão Bauer, Petrobras e Greca Asfaltos. O primeiro trecho a receber o novo pavimento, em setembro de 2002, foi a rodovia SP 075, entre os quilômetros 18 e 19 (pista sul) — a chamada Rodovia do Açúcar. A escolha se deveu ao grande volume de veículos que passam pelo local diariamente. "Além disso, a rodovia tem uma vocação de tráfego pesado, o que confere uma solicitação de considerável desempenho e performance ao pavimento", explica o diretor. O outro trecho que recebeu a aplicação em agosto de 2005 foi a SP 127, entre os quilômetros 101 e 105 — na Rodovia Antonio Romano Schincariol.
A idéia, segundo Ometto, é analisar as curvas de desempenho dessas misturas com asfalto-borracha — com análises dos trechos experimentais e estudos em laboratório — para que a equação desempenho x custo torne viável a adoção desse tipo de asfalto. Por enquanto, os resultados obtidos pela concessionária têm sido positivos. "O desempenho e a aceitação por parte dos usuários têm sido excelentes para os dois trechos", diz.
A boa receptividade tem sido comprovada também pela empresa Greca Distribuidora de Asfaltos Ltda. Como umas das primeiras a usar o asfalto-borracha em rodovias brasileiras, a empresa já aplicou a técnica em quase 2 mil km de pavimentação, com resultados animadores, garante o engenheiro Armando Morilha Junior, diretor técnico da Greca.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Vídeo 7 Bilhões: O Crescimento Populacional Humano


Um dos Mais Belos textos lidos pelo homem, sobre a sabedoria Indígena


Em 1985, o presidente dos Estados Unidos Franklin Pierce tentou convencer o Chefe indígena de Seattle a vender suas terras, prometendo uma reserva para seu  povo. Em resposta o chefe indígena enviou uma carta ao presidente que se tornou famosa em todo o mundo. Seu conteúdo mostra que os povos indígenas reconhecem-se como parte da natureza, e reflete a profunda sabedoria de seu povo em questões relacionadas ao meio ambiente e à preservação ambiental. Talvez esta carta precise ser enviada novamente para Washington, e  para  todos os governantes do mundo.

Como você pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? A idéia é estranha para nós. Se nós não somos donos da frescura do ar e do brilho da água, como você pode comprá-los?
Cada parte da Terra é sagrada para o meu povo. Cada pinha brilhante, cada praia de areia, cada névoa nas florestas escuras, cada inseto transparente, zumbindo, é sagrado na memória e na experiência de meu povo. A energia que flui pelas árvores traz consigo a memória e a experiência do meu povo. A energia que flui pelas árvores traz consigo as memórias do homem vermelho.
Os mortos do homem branco se esquecem da sua pátria quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos nunca se esquecem desta bela Terra, pois ela é a mãe do homem vermelho.
Somos parte da Terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs, os cervos, o cavalo, a grande águia, estes são nossos irmãos. Os picos rochosos, as seivas nas campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, todos pertencem à mesma família.
Assim, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer quequer comprar nossa terra, ele pede muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que reservará para nós um lugar onde poderemos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Então vamos considerar sua oferta de comprar a terra. Mas não vai ser fácil. Pois esta terra é sagrada para nós.
A água brilhante que se move nos riachos e rios não é simplesmente água, mas o sangue de nossos ancestrais.Se vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que ela é o sangue sagrado de nossos ancestrais.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Queimadas prejudicam o meio ambiente e a saúde humana


Ainda é comum a ocorrência de queimadas e incêndios florestais no Tocantins nesta época do ano, sobretudo por fatores climáticos (ventos e calor) e pelo uso indiscriminado do fogo. Fazer uma queimada sem controle pode causar sérios prejuízos à fauna e flora, reduzindo a cobertura vegetal, diminuindo a fertilidade do solo e comprometendo a qualidade do ar e, consequentemente, a saúde humana, provocando vários tipos de doenças, principalmente respiratórias.
De acordo com dados atualizados do Inpe – Instituto de Pesquisas Espaciais o Estado do Tocantins está ocupando o 2º lugar no ranking das queimadas com 1756 focos de calor, em 1º lugar o estado de Mato Grosso com 3053 e em 3º lugar vem o estado da Bahia com 1248 focos.
Um dos motivos que contribuiu para que o Estado ocupasse o segundo lugar foi o incêndio florestal que começou no final do mês de junho no Parque Nacional do Araguaia localizado ao norte da ilha do Bananal, entre os Rios Araguaia e Javaés. De acordo com o ICMbio o incêndio já está controlado e foi causado de forma natural, pois ocorreu em cima da serra e não em seus arredores.
Mais um dos principais motivos são produtores rurais que pelo visto ainda estão deslumbrados com a descoberta do fogo e não procuram o órgão ambiental competente para realizar a queima controlada com aceiros planejados, incluindo equipamentos adequados, mão de obra treinada e medidas de segurança ambiental conforme manda a lei.
Outro motivo não menos importante, são os incêndios criminosos aqueles causados na nas margens de rodovias que se alastra rapidamente com os ventos fortes. Causando acidentes dificultando a visão dos motoristas que trafegam nesta época de temporada de praias pelo Estado.
Segundo o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins, Antônio Santiago, a prática de se fazer queimada é uma questão cultural, que acontece há milhares de anos, mas que a população pode fazer a sua parte tomando atitudes simples como não colocar fogo no lixo doméstico e fazer aceiros ao realizar queimas em áreas rurais para preparo de solo para plantio, atividade que deve ter autorização ambiental. “O principal problema das queimadas é que elas podem acabar com a biodiversidade, matando plantas, animais e os microorganismos fundamentais para o equilíbrio ecológico”, alertou o diretor.
Conforme a engenheira ambiental e inspetora de recursos florestais do Naturatins Polliana Gomes, nas áreas rurais as queimadas diminuem a fertilidade dos solos, tornando as lavouras menos produtivas, e comprometem a qualidade da água, pois destroem as matas ciliares que são a proteção dos rios, riachos, córregos e ribeirões, contribuindo para a ocorrência de seca e a baixa unidade relativa do ar. “Estudos científicos comprovam que as queimadas são a segunda maior causa para o aumento do efeito estufa e do aquecimento global”, lembrou a inspetora.
Nas cidades as queimadas, geralmente, ocorrem de forma criminosa ou acidental como, por exemplo, quando uma pessoa joga pontas de cigarros em terrenos baldios. Algumas pessoas também utilizam o fogo na queima de lixo doméstico e limpeza de lotes baldios e com os ventos fortes, comuns nesta época do ano, as chamas se espalham causando danos ao meio ambiente e até às redes elétrica e telefônica.
“O fogo também acaba levando para dentro das residências, cobras, escorpiões, aranhas, ratos, entre outras espécies que fora do seu habitat natural, que podem causar acidentes aos seres humanos”, explica o biólogo do Naturatins Marcelo Barbosa.
A fumaça e a fuligem também causam problemas. Diminuem a qualidade do ar provocando doenças respiratórias, como asma e renite, atingindo principalmente, crianças e idosos, e às margens das rodovias podem diminuir a visibilidade dos motoristas e provocar acidentes graves.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Benefícios da Reciclagem


Sabe-se que a reciclagem traz inúmeros benefícios, tanto para o meio ambiente quanto para o próprio ser humano (único responsável pelo acúmulo de lixo no planeta). Dentre eles pode-se citar:
A diminuição e a prevenção de riscos na saúde pública: Os resíduos não são destinados a lixões ou aterros sanitários com a reciclagem e, portanto, não contaminam o solo, os rios e o ar, que indiretamente causariam doenças, e também não favorecem a proliferação de agentes patogênicos (que causam doenças diretamente);
A diminuição e a prevenção de impactos ambientais: Tanto os resíduos não degradáveis como os degradáveis, ou orgânicos, por sua enorme quantidade, não são assimilados pelos organismos decompositores, persistindo nos solos e nos corpos hídricos por longos períodos, impossibilitando ou dificultando a sobrevivência de inúmeros seres vivos e, por conseqüência, causando desequilíbrios ecológicos em todos os ecossistemas da Terra;
A diminuição e a prevenção da exploração dos recursos naturais: Com a volta dos materiais ao ciclo produtivo, não é necessário que novos recursos naturais sejam utilizados;
Vantagens econômicas:
Economia de recursos naturais
Diminuição de gastos: na limpeza urbana, no tratamento de doenças, no controle da poluição, na construção de aterros sanitários, na remediação de áreas degradadas, com a energia elétrica (necessária para gerar produtos a partir de matéria prima bruta), entre outros.
Geração de empregos, tanto para a população não-qualificada quanto para o setor industrial;

Inclusão e Interação Social

A oferta de emprego e renda para a população desprivilegiada permite que estas pessoas sejam retiradas das condições sub-humanas de trabalho que tinham nos lixões e nas ruas e serem vistas como agentes sociais que contribuem com a limpeza da cidade e a conservação do meio ambiente. Por outro lado estão as pessoas que fornecem o material reciclável que podem ser vistas como solidárias e participativas nos programas de Coleta Seletiva e reciclagem. Assim, ambos os grupos estão exercendo a sua CIDADANIA;

Educação Ambiental

As centrais de triagem, os aterros sanitários, as indústrias de reciclagem e compostagem, bem como cada ponto de geração de resíduos, servem como instrumentos para a formação e a educação ambiental de crianças, jovens e adultos, pois são locais onde é possível vivenciar e discutir na prática os conceitos sobre temas relacionados.
Com a prática da reciclagem as pessoas observam resultados imediatos e mensuráveis de sua ação na busca pelo desenvolvimento sustentável e conservação dos recursos naturais, promovendo a expansão deste compromisso às pessoas à sua volta e também a elas mesmas (contribuindo sempre na resolução deste, e até de outros problemas ambientais);
Possibilidade de maior institucionalização pelo Poder Público e Privado: Aos poucos a reciclagem está cada vez mais sendo praticada e difundida em todo o mundo, apesar de ser informal na maior parte das vezes. Assim, as empresas e as políticas públicas poderão se adequar às demandas e exigências da população progressivamente, de forma a, respectivamente, gerar mais produtos recicláveis e reciclados e criar normas e regras gerais para que esta atividade seja suficientemente abrangente, atingindo mais hábil e seguramente o tão falado DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Pensar Globalmente e Agir Localmente

O tema do projeto “Pensar Globalmente e Agir Localmente”, ojetiva a necessidade de incentivar a população através dos meios de comunicação, a ter e manter hábitos e atitudes ambientais, que gradativamente irão colaborar com a preservação do meio ambiente.
Como fundamentação, pode-se afirmar que Vacaria tem 100% do seu perímetro urbano atendido por sua coleta convencional e seletiva, cada habitante produz 500g de lixo por dia, o que gera uma produção de 30 toneladas de lixo por dia, mas desse total apenas 15 %, ou seja 4,5 toneladas é destinado a coleta seletiva, podendo ser aumentado se a população criar hábitos de conscientização seletiva, essa é uma das razões do projeto, mas a coleta seletiva conta também com a ajuda da associação dos catadores de lixo São Francisco, que triam aproximadamente 4,5 mil quilos de material reciclado por dia, trabalhando em um sistema associativo, com mais ou menos 12 pessoas.
A preservação dos arroios municipais é algo preocupante, pois estão mortos, sendo necessárias duas medidas urgentes e simples para a despoluição dos rios Uruguaizinho e Carazinho, a primeira é a obrigatoriedade de fossas sépticas e filtro anaeróbico em todas as residências, comércios e industrias e a segunda é a efetividade da fiscalização da limpeza da fossa e do filtro, além da medida principal que é a conscientização da comunidade em não jogar lixos nem resíduos nos arroios. 
Além desses dados convém afirmar que a cidade dispõe de reservas ecológicas e que a maioria da população não tem conhecimento da existência, como o Parque do Ibitirá, Parque Ecológico Estadual, que está em período de apropiação e Parque Sinval Guazzeli. 
Tendo em vista que a educação ambiental juntamente com a comunicação tem capacitação e sensibilização para a temática ambiental. As atividades propostas utilizam-se de elementos pedagógicos e da realidade sócio-ambiental, que provocam informação, encorajamento e consciência de que se têm o poder para influir nas coisas.

fonte: clique aqui.

A Silenciosa Poluição Visual


Paredes pichadas, ruas cheias de placas de propaganda , chamadas de cartazes, umas por cima das outras, faixas nos postes .Tudo isto é responsável pela poluição visual.Essa forma de poluição não causa problemas de saúde, mas enfeia o ambiente, deixando-o

paredes pichadas, ruas cheias de placas de propaganda , chamadas de cartazes, umas por cima das outras, faixas nos postes .Tudo isto é responsável pela poluição visual.Essa forma de poluição não causa problemas de saúde, mas enfeia o ambiente, deixando-o sujo e bem menos repousante, piorando a qualidade de vida.
Exemplos disso são : a utilização da fachada frontal ou lateral de edifícios como espaço publicitário, a fixação de cartazes imensos que impedem a utilização de janelas, a instalação de painéis digitais em pontos que dispersam a atenção de motoristas e panfletos e cartazes que inundam as ruas em época de eleição.
Um tipo particular de poluição visual é a luminosa.Á primeira vista não parece, mas ela existe e, em excesso, causa diversos prejuízos.A iluminação dos grandes centros urbanos é feita de qualquer maneira e com desperdício de energia, esse tipo de iluminação diminui a transparência da atmosfera, prejudicando a visão do céu noturno e atrapalhando o sono das pessoas que moram em frente aos luminosos.
A poluição luminosa pode ser definida como sendo qualquer efeito adverso causado ao meio ambiente pela luz artificial excessiva ou mal direcionada. Um desses efeitos, que prejudica ou mesmo impossibilita totalmente o trabalho dos astrônomos, é o fulgor do céu noturno, percebido principalmente sobre as cidades, mas não se limitando a essas áreas, já que a interferência que algumas aglomerações urbanas causam pode ser notada a centenas de quilômetros de distancia.
Fazendo um levantamento da iluminação artificial noturna em nossas cidades, podemos perceber facilmente o enorme desperdício de luz causado por luminária que lançam grande parte de sua luz para cima, paralelamente ao solo ou para além da área útil.São os postes da iluminação das ruas, os das praças, em forma de globo esférico, os refletores das quadras de esportes, estacionamentos, canteiros de obras, clubes, aeroportos , etc.
Se cada dispositivo de iluminação fosse criado com o cuidado de aproveitar toda a luz gerada, dirigindo-se para baixo, os níveis de poluição luminosa cairiam mais de oitenta por cento.
Fonte: Meio Ambiente em Jornal - A Voz da Natureza